Localizado às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o Parque Natural Municipal da Catacumba reúne natureza, arte, história e atividades ao ar livre em um dos cenários mais conhecidos da cidade.

O parque fica na Avenida Epitácio Pessoa, 3000, na Lagoa, em frente ao Parque Tom Jobim.

Parque da Catacumba: natureza, história e aventura no coração do Rio

A área é apropriada para passeios e para o lazer contemplativo. As obras de arte merecem atenção. Destaque para O Guardião de Celeida Tostes, Ampulheta de Franz Krajcberg , Oxossi de Caribé, Iansã de Tati Moreno, Estrutura de Sérgio Camargo, Flora de Mário Cravo e Construção de Bruno Giorgi.

Caminhada pelas calçadas

Caminhada pela Trilha

A trilha que leva ao pico de Sacopã, 134 metros acima do nível do mar, proporciona ao visitante uma vista da Lagoa Rodrigo de Freitas por um ângulo completamente peculiar em relação àqueles pelos quais o carioca está acostumado a contemplá-la.

Durante a visita, é possível caminhar pelos espaços do parque, conhecer esculturas ao ar livre, apreciar a paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas e acessar as trilhas que levam ao Morro do Sacopã.

O parque também é um destino para quem gosta de aventura. Dentro do espaço funciona a Lagoa Aventuras, que oferece atividades como arvorismo, tirolesa, rapel e muro de escalada, além de experiências de trilha e educação ambiental.

O que fazer no Parque da Catacumba?

História do Parque da Catacumba

A história do Parque da Catacumba está diretamente ligada à ocupação urbana da região da Lagoa Rodrigo de Freitas e à antiga Favela da Catacumba, que ocupava as encostas do morro onde hoje está localizado o parque.

Os primeiros núcleos de ocupação começaram a surgir nas primeiras décadas do século XX, mas a comunidade cresceu principalmente a partir da década de 1940. Ao longo dos anos, a Favela da Catacumba se tornou uma comunidade numerosa, com milhares de moradores e uma intensa vida social e comercial.

A área era dividida pelos próprios moradores em diferentes regiões, entre elas Passarinheiro, Maranhão e Café Globo. Havia casas, pequenos comércios, oficinas, bares e outros estabelecimentos que faziam parte do cotidiano da comunidade.

Em 1970, a Favela da Catacumba foi removida. Os moradores foram transferidos principalmente para conjuntos habitacionais distantes da região da Lagoa, como Vila Kennedy, Cidade de Deus e Guaporé-Quitungo. A remoção modificou completamente a ocupação daquele território e marcou uma nova etapa na história do local.

Após a retirada da comunidade, teve início um processo de recuperação da área. O projeto buscava transformar a antiga encosta ocupada em um espaço público voltado para natureza, cultura, lazer e contemplação.

Arquitetos e paisagistas trabalharam no projeto aproveitando as características naturais do terreno, seus caminhos e as estruturas que ainda permaneciam na área. Também foram buscadas obras de artistas para formar um acervo de esculturas integrado à paisagem.

O resultado foi a criação de um parque diferente dos tradicionais espaços urbanos do Rio de Janeiro: um lugar onde arte e natureza passaram a fazer parte da mesma experiência.

O parque foi inaugurado em 1979, durante a administração do prefeito Marcos Tamoyo, e rapidamente ganhou destaque no cenário cultural carioca.

Durante a década de 1980, o espaço também ficou conhecido pela realização de apresentações de música instrumental, especialmente aos sábados. Os eventos eram gratuitos e atraíam um grande público, tornando o parque um importante ponto de encontro cultural da cidade.

Outro marco da história do parque foi a construção do Pavilhão Victor Becheret, projetado pelos arquitetos Carlos Henrique Porto e Leila Beatriz Silveira. O espaço foi premiado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil em 1979 e originalmente recebeu eventos e exposições.

Com o passar dos anos, o parque também passou por diferentes processos de recuperação ambiental. A vegetação da área, que havia sido bastante degradada durante o período de ocupação, começou a ser recuperada por meio de ações de reflorestamento.

A recuperação da mata teve objetivos que iam além da paisagem. O reflorestamento contribuiu para o controle da erosão, a proteção do solo, a redução do risco de deslizamentos e a recuperação do ambiente natural.

A partir desse processo, diferentes espécies vegetais foram introduzidas e outras passaram a surgir naturalmente. Aos poucos, a encosta voltou a apresentar características de uma área verde, atraindo também diferentes espécies de aves, mamíferos e outros animais.

Em 1992, o parque passou a integrar a Área de Proteção Ambiental do Morro dos Cabritos, reforçando a importância ambiental da região.

Hoje, o Parque Natural Municipal da Catacumba preserva parte dessa história em meio às árvores, trilhas, esculturas e paisagens da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Quem percorre seus caminhos encontra não apenas um espaço de lazer, mas também um território que passou por profundas transformações: de área de ocupação urbana a parque público, de encosta degradada a área em processo de recuperação ambiental e de antigo núcleo comunitário a um dos espaços que unem história, cultura, natureza e aventura na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Trilhas e Natureza

Explore caminhos em meio à vegetação e descubra a natureza do Parque da Catacumba.

Mirantes e Paisagens

Contemple a Lagoa Rodrigo de Freitas e as incríveis paisagens do Rio de Janeiro.

Esculturas ao Ar Livre

Conheça obras de arte espalhadas pelo parque e integradas à natureza.

Aventura

Viva experiências como arvorismo, tirolesa, rapel e escalada dentro do parque.